An image with the following quote Enquanto nesta atroz demora,

Que me tortura, que me abrasa,

Espero a cobiçada hora

Em que irei ver-te à tua casa;


Por enganar o meu desejo

De inteira e descuidada posse,

Ai de nós! que não antevejo

Uma só vez que ao menos fosse;


Sentindo em minha carne langue

Toda a volúpia do teu sonho,

Toda a ternura do teu sangue,

Minh'alma nestes versos ponho;


Por que os escondas de teu seio

No doce e pequenino vale,

— Por que os envolva o teu enleio,

Por que o teu hálito os embale;


E o meu desejo, que assim foge

Ao pé de ti e te acarinha,

Possa sentir que és minha hoje,

E és para todo o sempre minha...

Enquanto nesta atroz demora, Que me tortura, que me abrasa, Espero a cobiçada hora Em que irei ver-te à tua casa; Por enganar o meu desejo De inteira e descuidada posse, Ai...

— Manuel Bandeira

Ternura

Enquanto nesta atroz demora, Que me tortura, que me abrasa, Espero a cobiçada hora Em que irei ver-te à tua casa; Por enganar o meu desejo De inteira e descuidada posse, Ai de nós! que não antevejo Uma só vez que ao menos fosse; Sentindo em minha carne langue Toda a volúpia do teu sonho, Toda a ternura do teu sangue, Minh'alma nestes versos ponho; Por que os escondas de teu seio No doce e pequenino vale, — Por que os envolva o teu enleio, Por que o teu hálito os embale; E o meu desejo, que assim foge Ao pé de ti e te acarinha, Possa sentir que és minha hoje, E és para todo o sempre minha...
Mil-Frases Mil-Frases · hace 2 años
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"Ternura" é um poema de Manuel Bandeira que expressa a angústia e a espera por um encontro amoroso. O eu lírico anseia pelo momento em que poderá ver a pessoa amada em sua casa, desejando uma posse completa e desinibida. No entanto, o poema revela a trist