“Diluído numa taça de ouro a arder Toledo é um rubi. E hoje é só nosso! O sol a rir...Viv ́alma...Não esboço Um gesto que me não sinta esvaecer... As tuas mãos tateiam-me a tremer....
— Florbela Espanca
Toledo
Diluído numa taça de ouro a arder
Toledo é um rubi. E hoje é só nosso!
O sol a rir...Viv ́alma...Não esboço
Um gesto que me não sinta esvaecer...
As tuas mãos tateiam-me a tremer...
Meu corpo de âmbar, harmonioso e moço,
É como um jasmineiro em alvoroço
Ébrio de sol, de aroma, de prazer!
Cerro um pouco o olhar, onde subsiste
Um romântico apelo vago e mudo
- Um grande amor é sempre grave e triste.
Flameja ao longe o esmalte azul do Tejo...
Uma torre ergue ao céu um grito agudo...
Tua boca desfolha-me num beijo...
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Este poema de Florbela Espanca, intitulado "Toledo", retrata a cidade espanhola de Toledo como um rubi ardente, envolto em ouro. A poetisa expressa a sua paixão e entrega, descrevendo o seu corpo como âmbar harmonioso e jovem, comparando-o a um jasmineiro
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