“Uma cor me persegue na lembrança, E, qual se fora um ente, me submete À sua permanência. Quanto pode um pedaço sobreposto Pela luz à matéria escura encher-me De tédio ao amplo...
— Ricardo Reis
Uma cor me persegue na lembrança,
Uma cor me persegue na lembrança,
E, qual se fora um ente, me submete
À sua permanência.
Quanto pode um pedaço sobreposto
Pela luz à matéria escura encher-me
De tédio ao amplo mundo.
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Este poema de Ricardo Reis retrata a persistência de uma cor na memória do eu lírico, que a descreve como um ser que o subjuga. A presença dessa cor, mesmo que apenas um pedaço iluminado em contraste com a escuridão, é capaz de preencher o mundo com tédio
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