An image with the following quote De onde me veio esse tremor de ninho

A alvorecer na morta madrugada?

Era todo o meu ser... Não era nada,

Senão na pele a sombra de um carinho.


Ah, bem velho carinho! Um desalinho

De dedos tontos no painel da escada...

Batia a minha cor multiplicada,

— Era o sangue de Deus mudado em vinho!


Bandeiras tatalavam no alto mastro

Do meu desejo. No fervor da espera

Clareou a distância o súbito alabastro.


E na memória, em nova primavera,

Revivesceu, candente como um astro,

A flor do sonho, o sonho da quimera.

De onde me veio esse tremor de ninho A alvorecer na morta madrugada? Era todo o meu ser... Não era nada, Senão na pele a sombra de um carinho. Ah, bem velho carinho! Um desali...

— Manuel Bandeira

Vita Nuova

De onde me veio esse tremor de ninho A alvorecer na morta madrugada? Era todo o meu ser... Não era nada, Senão na pele a sombra de um carinho. Ah, bem velho carinho! Um desalinho De dedos tontos no painel da escada... Batia a minha cor multiplicada, — Era o sangue de Deus mudado em vinho! Bandeiras tatalavam no alto mastro Do meu desejo. No fervor da espera Clareou a distância o súbito alabastro. E na memória, em nova primavera, Revivesceu, candente como um astro, A flor do sonho, o sonho da quimera.
Mil-Frases Mil-Frases · hace 2 años
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Manuel Bandeira
439 posts
A poesia de Bande...
"Vita Nuova" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a intensidade do amor e a sua capacidade de transformar a vida. O poema descreve a sensação de um carinho antigo que desperta emoções profundas, como se fosse o sangue de Deus transformado em vinho. A