“A folha insciente, antes que a própria morra Para nós morre, Cloé, Para nós, que sabemos que ela morre Assim, Cloé, assim Antes que os próprios corpos, que empregamos No amor,...
— Ricardo Reis
A folha insciente, antes que a própria morra
A folha insciente, antes que a própria morra
Para nós morre, Cloé,
Para nós, que sabemos que ela morre
Assim, Cloé, assim
Antes que os próprios corpos, que empregamos
No amor, ela envelhece.
Assim, diversos, somos, inda jovens,
Só a mútua lembrança.
Ah, se o que somos é sempre isto, e apenas
Uma hora é o que somos,
Com tal fúria nessa hora nos usemos
Que arda sua lembrança
Como vida, e nos beijemos, Cloé,
Como se, findo o beijo
Único, houvesse de ruir a súbita
Mole do morto mundo.
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Este poema de Ricardo Reis retrata a efemeridade da vida e a inevitabilidade da morte. A folha insciente simboliza a transitoriedade da existência, enquanto o eu lírico reflete sobre a brevidade do tempo e a importância de aproveitar cada momento com inte
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