Une image avec la citation suivante Estranha volta ao lar naquele dia!

Tornava o filho pródigo à paterna

Casa, e não via em nada a antiga e terna

Jubilação da instante cotovia.


Antes, em tudo a igual monotonia,

Tanto mais flébil quanto mais eterna.

A ninfa estava ali. Que alvor de perna!

Mas, em compensação, como era fria!


Ao vê-la assim, calou-se no passado

À voz que nunca ouviu sem que direito

Lhe fosse ao coração. Logo a seu lado


Buliu na luz do lar, na luz do leito,

Como um brasão de timbre indecifrado,

O ruivo, raro isóscele perfeito.

Estranha volta ao lar naquele dia! Tornava o filho pródigo à paterna Casa, e não via em nada a antiga e terna Jubilação da instante cotovia. Antes, em tudo a igual monotonia,...

— Manuel Bandeira

A Ninfa

Estranha volta ao lar naquele dia! Tornava o filho pródigo à paterna Casa, e não via em nada a antiga e terna Jubilação da instante cotovia. Antes, em tudo a igual monotonia, Tanto mais flébil quanto mais eterna. A ninfa estava ali. Que alvor de perna! Mas, em compensação, como era fria! Ao vê-la assim, calou-se no passado À voz que nunca ouviu sem que direito Lhe fosse ao coração. Logo a seu lado Buliu na luz do lar, na luz do leito, Como um brasão de timbre indecifrado, O ruivo, raro isóscele perfeito.
Mil-Frases Mil-Frases · il y a 2 ans
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"A Ninfa" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a estranha sensação de voltar para casa e não encontrar mais a alegria e o encanto de antes. O eu lírico se depara com uma ninfa, que apesar de bela, é fria e distante. A presença dela desperta memórias