“Dorme, dorme, dorme... Quem te alisa a testa Não é Malatesta, Nem Pantagruel — O poeta enorme. Quem te alisa a testa É aquele que vive Sempre adolescente Nos oásis mais fre...
— Manuel Bandeira
Acalanto para As Mães Que Perderam o Seu Menino
Dorme, dorme, dorme...
Quem te alisa a testa
Não é Malatesta,
Nem Pantagruel
— O poeta enorme.
Quem te alisa a testa
É aquele que vive
Sempre adolescente
Nos oásis mais frescos
De tua lembrança.
Dorme, ele te nina.
Te nina, te conta
— Sabes como é —,
Te conta a experiência
Do vário passado,
Das várias idades.
Te oferece a aurora
Do primeiro riso.
Te oferece o esmalte
Do primeiro dente.
A dor passará,
Como antigamente
Quando ele chegava.
Dorme... Ele te nina
Como se hoje fosses
A sua menina.
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Este poema de Manuel Bandeira, intitulado "Acalanto para As Mães Que Perderam o Seu Menino", é um comovente acalanto dirigido às mães que perderam seus filhos. O poeta utiliza uma linguagem simples e delicada para transmitir conforto e esperança às mães e
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