Poema
Une image avec la citation suivante O Mestre me ensinou:


Fáculas nitentes

Como metal luzidio

Bordam as manchas

— Abismos de remoinhos electromagnéticos

A verrumar a espessura solar.


Massas de nuvens

Em colunatas coesas de fímbrias froculares

Atestam lá longe a despesa ignescente da estrela

No vômito de suas ondas

Despedidas e soltas.


O oceano celeste

Outrora tido por oco

Está cheio dessas como lavas vulcânicas

Pairando invisíveis no cosmos.

E eu as detecto no meu registro natural e inédito

— O esqueleto e modelo exterior do corpo radiário de Astéria.

O Mestre me ensinou: Fáculas nitentes Como metal luzidio Bordam as manchas — Abismos de remoinhos electromagnéticos A verrumar a espessura solar. Massas de nuvens Em colun...

— Manuel Bandeira

Astéria

O Mestre me ensinou: Fáculas nitentes Como metal luzidio Bordam as manchas — Abismos de remoinhos electromagnéticos A verrumar a espessura solar. Massas de nuvens Em colunatas coesas de fímbrias froculares Atestam lá longe a despesa ignescente da estrela No vômito de suas ondas Despedidas e soltas. O oceano celeste Outrora tido por oco Está cheio dessas como lavas vulcânicas Pairando invisíveis no cosmos. E eu as detecto no meu registro natural e inédito — O esqueleto e modelo exterior do corpo radiário de Astéria.
Mil-Frases Mil-Frases · il y a 2 ans
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Manuel Bandeira
439 posts
A poesia de Bande...
"Astéria" é um poema de Manuel Bandeira que nos transporta para um universo cósmico e misterioso. O poeta descreve as fáculas nitentes, as manchas e as massas de nuvens que bordam o sol, criando uma imagem de abismos e remoinhos electromagnéticos. O ocean