Azuis os montes que estão longe param. De eles a mim o vário campo ao vento, à brisa, Ou verde ou amarelo ou variegado, Ondula incertamente. Débil como uma haste de papoila Me...

— Ricardo Reis

Azuis os montes que estão longe param.

Azuis os montes que estão longe param. De eles a mim o vário campo ao vento, à brisa, Ou verde ou amarelo ou variegado, Ondula incertamente. Débil como uma haste de papoila Me suporta o momento. Nada quero. Que pesa o escrúpulo do pensamento Na balança da vida? Como os campos, e vário, e como eles, Exterior a mim, me entrego, filho Ignorado do Caos e da Noite Às férias em que existo. 31/03/1932
Mil-Frases Mil-Frases · il y a 3 ans
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Ricardo Reis
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Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis retrata a contemplação dos montes distantes, que se apresentam azuis. O eu lírico se entrega ao momento, como uma haste de papoila frágil, e questiona o peso do pensamento na balança da vida. Ele se entrega aos campos variados,