Poema
“Quatro prisões, quatro interrogatórios... Há três anos que as solas dos sapatos Gasto, a correr de Herodes a Pilatos, Como Cristo, por todos os pretórios! Pulgas, baratas, perceve...
— Olavo Bilac
Em Custódia
Quatro prisões, quatro interrogatórios...
Há três anos que as solas dos sapatos
Gasto, a correr de Herodes a Pilatos,
Como Cristo, por todos os pretórios!
Pulgas, baratas, percevejos, ratos...
Caras sinistras de espiões notórios...
Fedor de escarradeiras e micróbios...
Catingas de secretas e mulatos...
Para tantas prisões é curta a vida!
— Ó Dutra! Ó Melo! Ó Valadão! Ó diabo!
Vinde salvar-me! Vinde em meu socorro!
Livrai-me desta fama imerecida,
Fama de Ravachol, que arrasto ao rabo,
Como uma lata ao rabo de um cachorro.
In: CARVALHO, Afonso de. Bilac: o homem, o poeta, o patriota. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1942. p.5
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"Em Custódia" é um poema de Olavo Bilac que retrata a angústia e o desespero de alguém que se encontra preso, passando por interrogatórios e enfrentando condições degradantes. O poema transmite uma sensação de opressão e claustrofobia, destacando a solidã
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