“Não tenhas nada nas mãos Salvo uma memória na alma Que quando te puserem Nas mãos o óbolo último Nada terás deixado. Tu serás só tu próprio Não poderão roubar-te O que nu...
— Ricardo Reis
Não tenhas nada nas mãos [2]
Não tenhas nada nas mãos
Salvo uma memória na alma
Que quando te puserem
Nas mãos o óbolo último
Nada terás deixado.
Tu serás só tu próprio
Não poderão roubar-te
O que nunca tiveste.
Que trono te querem dar
Que Atropos to não tire?...
Que Coroa que não fane
No arbítrio de Minos?
Que horas que não te tornem
Da estatura da sombra
Que serás quando fores
O fim da tua estrada?
Colhe as flores. Abdica
E sê Rei de ti próprio.
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Este poema de Ricardo Reis fala sobre a importância de não se apegar a bens materiais, mas sim cultivar uma memória na alma. O poeta reflete sobre a transitoriedade da vida e a inevitabilidade da morte, questionando a validade de conquistas terrenas. No f
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