Une image avec la citation suivante O mar jaz; gemem em segredo os ventos

Em Éolo cativos;

Só com as pontas do tridente as vastas

Águas franze Neptuno;

E a praia é alva e cheia de pequenos

Brilhos sob  o sol claro.

Inutilmente parecemos grandes.

Nada, no alheio mundo,

Nossa vista grandeza reconhece

Ou com razão nos serve.

Se aqui de um manso mar meu fundo indício

Três ondas o apagam,

Que me fará o mar que na atra praia

Ecoa de Saturno?



06/10/1914 (Athena, nº1, Outubro de 1924)

O mar jaz; gemem em segredo os ventos Em Éolo cativos; Só com as pontas do tridente as vastas Águas franze Neptuno; E a praia é alva e cheia de pequenos Brilhos sob o sol cla...

— Ricardo Reis

O mar jaz. Gemem em segredo os ventos [2]

O mar jaz; gemem em segredo os ventos Em Éolo cativos; Só com as pontas do tridente as vastas Águas franze Neptuno; E a praia é alva e cheia de pequenos Brilhos sob o sol claro. Inutilmente parecemos grandes. Nada, no alheio mundo, Nossa vista grandeza reconhece Ou com razão nos serve. Se aqui de um manso mar meu fundo indício Três ondas o apagam, Que me fará o mar que na atra praia Ecoa de Saturno? 06/10/1914 (Athena, nº1, Outubro de 1924)
Mil-Frases Mil-Frases · il y a 3 ans
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Ricardo Reis
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Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis retrata a imensidão do mar e a insignificância do ser humano perante ele. Os ventos gemem em segredo, enquanto o mar repousa e Neptuno apenas franze as águas com as pontas do tridente. A praia é descrita como alva e cheia de peq