Une image avec la citation suivante Na sombra cúmplice do quarto,

Ao contato das minhas mãos lentas

A substância da tua carne

Era a mesma que a do silêncio.


Do silêncio musical, cheio

De sentido místico e grave,

Ferindo a alma de um enleio

Mortalmente agudo e suave.


Ah, tão suave e tão agudo!

Parecia que a morte vinha...

Era o silêncio que diz tudo

O que a intuição mal adivinha.


É o silêncio da tua carne.

Da tua carne de âmbar, nua,

Quase a espiritualizar-se

Na aspiração de mais ternura.

Na sombra cúmplice do quarto, Ao contato das minhas mãos lentas A substância da tua carne Era a mesma que a do silêncio. Do silêncio musical, cheio De sentido místico e grave...

— Manuel Bandeira

O Silêncio

Na sombra cúmplice do quarto, Ao contato das minhas mãos lentas A substância da tua carne Era a mesma que a do silêncio. Do silêncio musical, cheio De sentido místico e grave, Ferindo a alma de um enleio Mortalmente agudo e suave. Ah, tão suave e tão agudo! Parecia que a morte vinha... Era o silêncio que diz tudo O que a intuição mal adivinha. É o silêncio da tua carne. Da tua carne de âmbar, nua, Quase a espiritualizar-se Na aspiração de mais ternura.
Mil-Frases Mil-Frases · il y a 2 ans
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"O Silêncio" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a intimidade de um momento a dois, onde o silêncio se torna a linguagem mais profunda e significativa. Através do toque das mãos e da sensação da carne, o poeta descreve o silêncio como algo musical,