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Quando cantas, minhalma desprezando
O invólucro do corpo, ascende às belas
Altas esferas de ouro, e, acima delas,
Ouve arcanjos as cítaras pulsando.

Corre os países longes, que revelas
Ao som divino do teu canto: e, quando
Baixas a voz, ela também, chorando,
Desce, entre os claros grupos das estrelas.

E expira a tua voz. Do paraíso,
A que subira ouvíndo-te, caído,
Fico a fitar-te pálido, indeciso...

E enquanto cismas, sorridente e casta,
A teus pés, como um pássaro ferido,
Toda a minhalma trêmula se arrasta. .

XXVI Quando cantas, minhalma desprezando O invólucro do corpo, ascende às belas Altas esferas de ouro, e, acima delas, Ouve arcanjos as cítaras pulsando. Corre os países longes,...

— Olavo Bilac

Quando cantas

XXVI Quando cantas, minhalma desprezando O invólucro do corpo, ascende às belas Altas esferas de ouro, e, acima delas, Ouve arcanjos as cítaras pulsando. Corre os países longes, que revelas Ao som divino do teu canto: e, quando Baixas a voz, ela também, chorando, Desce, entre os claros grupos das estrelas. E expira a tua voz. Do paraíso, A que subira ouvíndo-te, caído, Fico a fitar-te pálido, indeciso... E enquanto cismas, sorridente e casta, A teus pés, como um pássaro ferido, Toda a minhalma trêmula se arrasta. .
Mil-Frases Mil-Frases · il y a 3 ans
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Olavo Bilac
74 posts
Olavo Brás Martin...
"Quando cantas" é um poema de Olavo Bilac que retrata a capacidade transcendental da música e do canto. Através da voz do poeta, a alma é elevada a esferas celestiais, onde se ouvem os acordes das cítaras dos arcanjos. O poema descreve a jornada da voz, q