Uma imagem com a seguinte frase Eh, como outrora era outra a que eu não tinha!
Como amei quando amei! Ah, como eu via
Como e com olhos de quem nunca lia
Tinha o trono onde ter uma rainha.

Sob os pés seus a vida me espezinha.
Reclinando-te tão bem? A tarde esfria...
Ó mar sem cais nem lado na maresia,
Que tens comigo, cuja alma é a minha?

Sob uma umbela de chã em baixo estamos
E é súbita a lembrança
Da velha quinta e do espalmar dos ramos
Sob os quais a merendar – Oh, amor da glória!
Fecharam-me os olhos para toda a história!
Como sapos saltamos e erramos...

1932

Eh, como outrora era outra a que eu não tinha! Como amei quando amei! Ah, como eu via Como e com olhos de quem nunca lia Tinha o trono onde ter uma rainha. Sob os pés seus a vida...

— Álvaro de Campos

Ah, como outrora era outra a que eu não tinha!

Eh, como outrora era outra a que eu não tinha! Como amei quando amei! Ah, como eu via Como e com olhos de quem nunca lia Tinha o trono onde ter uma rainha. Sob os pés seus a vida me espezinha. Reclinando-te tão bem? A tarde esfria... Ó mar sem cais nem lado na maresia, Que tens comigo, cuja alma é a minha? Sob uma umbela de chã em baixo estamos E é súbita a lembrança Da velha quinta e do espalmar dos ramos Sob os quais a merendar – Oh, amor da glória! Fecharam-me os olhos para toda a história! Como sapos saltamos e erramos... 1932
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Álvaro de Campos
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O Poeta Álvaro de...
Este poema de Álvaro de Campos expressa uma nostalgia profunda e melancólica. O eu lírico lamenta a perda de um amor passado, descrevendo como era diferente a pessoa que ele não possuía mais. O poema evoca uma sensação de saudade e arrependimento, destaca

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