Poema
Uma imagem com a seguinte frase Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre! De cada

Ribeirão trepidante e de cada recosto

De montanha o metal rolou na cascalhada

Para o fausto d'El-Rei, para a glória do imposto.


Que resta do esplendor de outrora? Quase nada:

Pedras... templos que são fantasmas ao sol-posto.

Esta agência postal era a Casa de Entrada...

Este escombro foi um solar... Cinza e desgosto!


O bandeirante decaiu — é funcionário.

Ultimo sabedor da crônica estupenda,

Chico Diogo escarnece o último visionário.


E avulta apenas, quando a noite de mansinho

Vem, na pedra-sabão lavrada como renda,

— Sombra descomunal, a mão do Aleijadinho!

Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre! De cada Ribeirão trepidante e de cada recosto De montanha o metal rolou na cascalhada Para o fausto d'El-Rei, para a glória do imposto. Qu...

— Manuel Bandeira

Ouro Preto

Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre! De cada Ribeirão trepidante e de cada recosto De montanha o metal rolou na cascalhada Para o fausto d'El-Rei, para a glória do imposto. Que resta do esplendor de outrora? Quase nada: Pedras... templos que são fantasmas ao sol-posto. Esta agência postal era a Casa de Entrada... Este escombro foi um solar... Cinza e desgosto! O bandeirante decaiu — é funcionário. Ultimo sabedor da crônica estupenda, Chico Diogo escarnece o último visionário. E avulta apenas, quando a noite de mansinho Vem, na pedra-sabão lavrada como renda, — Sombra descomunal, a mão do Aleijadinho!
Mil-Frases Mil-Frases · há 2 anos
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"Ouro Preto" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a decadência da cidade histórica de Ouro Preto, antiga capital de Minas Gerais, no Brasil. O poema descreve a transformação do ouro em riqueza e poder, mas também em ruínas e desilusão. Através de ima

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