Uma imagem com a seguinte frase Na velha torre quadrangular

Vivia a Virgem dos Devaneios...

Tão alvos braços... Tão lindos seios...

Tão alvos seios por afagar...


A sua vista não ia além

Dos quatro muros que a enclausuravam

E ninguém via — ninguém, ninguém —

Os meigos olhos que suspiravam.


Entanto fora, se algum zagal,

Por noites brancas de lua cheia,

Ali passava, vindo do val,

Em si dizia: — Que torre feia!


Um dia a Virgem desconhecida

Da velha torre quadrangular

Morreu inane, desfalecida,

Desfalecida de suspirar...

Na velha torre quadrangular Vivia a Virgem dos Devaneios... Tão alvos braços... Tão lindos seios... Tão alvos seios por afagar... A sua vista não ia além Dos quatro muros que...

— Manuel Bandeira

Baladilha Arcaica

Na velha torre quadrangular Vivia a Virgem dos Devaneios... Tão alvos braços... Tão lindos seios... Tão alvos seios por afagar... A sua vista não ia além Dos quatro muros que a enclausuravam E ninguém via — ninguém, ninguém — Os meigos olhos que suspiravam. Entanto fora, se algum zagal, Por noites brancas de lua cheia, Ali passava, vindo do val, Em si dizia: — Que torre feia! Um dia a Virgem desconhecida Da velha torre quadrangular Morreu inane, desfalecida, Desfalecida de suspirar...
Mil-Frases Mil-Frases · há 2 anos
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"Baladilha Arcaica" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a história de uma Virgem dos Devaneios que vive em uma velha torre quadrangular. Ela é descrita com braços e seios brancos e belos, mas sua visão está limitada aos quatro muros que a aprisionam

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