Poema
Uma imagem com a seguinte frase Sempre tristíssimas estas cantigas de carnaval

Paixão

Ciúme

Dor daquilo que não se pode dizer


Felizmente existe o álcool na vida

E nos três dias de carnaval éter de lança-perfume

Quem me dera ser como o rapaz desvairado!

O ano passado ele parava diante das mulheres bonitas

E gritava pedindo o esguicho de cloretilo:

— Na boca! Na boca!

Umas davam-lhe as costas com repugnância

Outras porém faziam-lhe a vontade.


Ainda existem mulheres bastante puras para fazer vontade aos viciados


Dorinha meu amor...

Se ela fosse bastante pura eu iria agora gritar-lhe como o outro: — Na boca! Na boca!

Sempre tristíssimas estas cantigas de carnaval Paixão Ciúme Dor daquilo que não se pode dizer Felizmente existe o álcool na vida E nos três dias de carnaval éter de lança-per...

— Manuel Bandeira

Na Boca

Sempre tristíssimas estas cantigas de carnaval Paixão Ciúme Dor daquilo que não se pode dizer Felizmente existe o álcool na vida E nos três dias de carnaval éter de lança-perfume Quem me dera ser como o rapaz desvairado! O ano passado ele parava diante das mulheres bonitas E gritava pedindo o esguicho de cloretilo: — Na boca! Na boca! Umas davam-lhe as costas com repugnância Outras porém faziam-lhe a vontade. Ainda existem mulheres bastante puras para fazer vontade aos viciados Dorinha meu amor... Se ela fosse bastante pura eu iria agora gritar-lhe como o outro: — Na boca! Na boca!
Mil-Frases Mil-Frases · há 2 anos
0 Curtida
0 Comentário
0 Partilhas

Comentário

Seja o primeiro a comentar.
Manuel Bandeira
439 posts
A poesia de Bande...
"Na Boca" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a tristeza e a melancolia presentes nas cantigas de carnaval. O poema aborda temas como paixão, ciúme e a dor daquilo que não pode ser dito. O autor destaca a presença do álcool na vida e o uso do lança-

Poemas relacionados