Uma imagem com a seguinte frase XXXIII

Quando adivinha que vou vê-Ia, e à escada
Ouve-me a voz e o meu andar conhece,
Fica pálida, assusta-se, estremece,
E não sei por que foge envergonhada.

Volta depois. À porta, alvoroçada,
Sorrindo, em fogo as faces, aparece:
E talvez entendendo a muda prece
De meus olhos, adianta-se apressada.

Corre, delira, multiplica os passos;
E o chão, sob os seus passos murmurando,
Segue-a de um hino, de um rumor de festa

E ah! que desejo de a tomar nos braços,
O movimento rápido sustando
Das duas asas que a paixão lhe empresta.

XXXIII Quando adivinha que vou vê-Ia, e à escada Ouve-me a voz e o meu andar conhece, Fica pálida, assusta-se, estremece, E não sei por que foge envergonhada. Volta depois. À por...

— Olavo Bilac

Quando adivinha

XXXIII Quando adivinha que vou vê-Ia, e à escada Ouve-me a voz e o meu andar conhece, Fica pálida, assusta-se, estremece, E não sei por que foge envergonhada. Volta depois. À porta, alvoroçada, Sorrindo, em fogo as faces, aparece: E talvez entendendo a muda prece De meus olhos, adianta-se apressada. Corre, delira, multiplica os passos; E o chão, sob os seus passos murmurando, Segue-a de um hino, de um rumor de festa E ah! que desejo de a tomar nos braços, O movimento rápido sustando Das duas asas que a paixão lhe empresta.
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Olavo Bilac
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Olavo Brás Martin...
"Quando adivinha" é um poema de Olavo Bilac que retrata a intensidade dos sentimentos amorosos. O eu lírico descreve o momento em que a pessoa amada o percebe se aproximando e reage com uma mistura de medo e excitação. Após um breve afastamento, ela retor

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