Uma imagem com a seguinte frase Lícias, pastor — enquanto o sol recebe,
Mugindo, o manso armento e ao largo espraia.
Em sede abrasa, qual de amor por Febe,
— Sede também, sede maior, desmaia.

Mas aplacar-lhe vem piedosa Naia
A sede dágua: entre vinhedo e sebe
Corre uma linfa, e ele no seu de faia
De ao pé do Alfeu tarro escultado bebe.

Bebe, e a golpe e mais golpe: — "Quer ventura
(Suspira e diz) que eu mate uma ânsia louca,
E outra fique a penar, zagala ingrata!

Outra que mais me aflige e me tortura,
E não em vaso assim, mas de uma boca
Na taça de coral é que se mata",

Lícias, pastor — enquanto o sol recebe, Mugindo, o manso armento e ao largo espraia. Em sede abrasa, qual de amor por Febe, — Sede também, sede maior, desmaia. Mas aplacar-lhe vem...

— Alberto de Oliveira

Taça de Coral

Lícias, pastor — enquanto o sol recebe, Mugindo, o manso armento e ao largo espraia. Em sede abrasa, qual de amor por Febe, — Sede também, sede maior, desmaia. Mas aplacar-lhe vem piedosa Naia A sede dágua: entre vinhedo e sebe Corre uma linfa, e ele no seu de faia De ao pé do Alfeu tarro escultado bebe. Bebe, e a golpe e mais golpe: — "Quer ventura (Suspira e diz) que eu mate uma ânsia louca, E outra fique a penar, zagala ingrata! Outra que mais me aflige e me tortura, E não em vaso assim, mas de uma boca Na taça de coral é que se mata",
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Alberto de Oliveira
15 posts
Antônio Mariano d...
"Taça de Coral" é um poema de Alberto de Oliveira que retrata a sede ardente de um pastor, comparando-a à sede de amor por Febe. No entanto, a sede é saciada pela piedosa Naia, que oferece água ao pastor. O poema expressa a dualidade entre a satisfação de

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