Poemas sobre Despedidas
Saudades Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?... Se o sonho foi tão alto e forte Que pensara vê-lo até à morte Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão! Que tudo isso,...
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha, A essa hora dos mágicos cansaços, Quando a noite de manso se avizinha, E...
Falo de ti às pedras das estradas, E ao sol que e louro como o teu olhar, Falo ao rio, que desdobra a faiscar,...
Busque Amor novas artes, novo engenho Pera matar-me, e novas esquivanças, Que não pode tirar-me as esperanças,...
Perdigão perdeu a pena Não há mal que lhe não venha. Perdigão que o pensamento Subiu a um alto lugar, Perde a...
O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p’ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer diz...
Meio-dia. O sol a prumo cai ardente, Dourando tudo...ondeiam nos trigais D ́ouro fulvo, de leve...docemente......
Tudo é vaidade neste mundo vão... Tudo é tristeza; tudo é pó, é nada! E mal desponta em nós a madrugada, Vem l...
Sepulto vive quem é a outrem dado. E quem ao outrem que há em si, sepulto Não poderei, Senhor, alguma vez Desa...
Eu cantarei de amor tão docemente, Por uns termos em si tão concertados, Que dois mil acidentes namorados Faça...
Se as penas com que Amor tão mal me trata Permitirem que eu tanto viva delas, Que veja escuro o lume das estre...
O dia em que nasci moura e pereça, Não o queira jamais o tempo dar; Não torne mais ao Mundo, e, se tornar, Ecl...
Sempre a Razão vencida foi de Amor; Mas, porque assim o pedia o coração, Quis Amor ser vencido da Razão. Ora q...
Coitado! que em um tempo choro e rio; Espero e temo, quero e aborreço; Juntamente me alegro e entristeço; Du~a...
Há luz no tojo e no brejo Luz no ar e no chão... Há luz em tudo que vejo, Não no meu coração... E quanto mais...
Durmo. Regresso ou espero? Não sei. Um outro flui Entre o que sou e o que quero Entre o que sou e o que fui....
Pelo plaino sem caminho O cavaleiro vem. Caminha quieto e de mansinho, Com medo de Ninguém. 07/05/1927
Pudesse eu como o luar Sem consciência encher A noite e as almas e inundar A vida de não pertencer! 1920
Pudesse eu como o luar Sem consciência encher A noite e as almas e inundar A vida de não pertencer! 1920
"Vejo-a na alma pintada, Quando me pede o desejo O natural que não vejo." Se só no ver puramente Me tra...
Onde acharei lugar tão apartado E tão isento em tudo da ventura, Que, não digo eu de humana criatura, Mas nem...
Sombrios mensageiros das violetas, De longas e revoltas cabeleiras; Brancos, sois o casto olhar das virgens Pá...
O pavor e a angústia andam dançando... Um sino grita endechas de poentes... Na meia-noite d ́hoje, soluçando,...