Uma imagem com a seguinte frase XXXII

Como quisesse livre ser, deixando
As paragens natais, espaço em fora,
A ave, ao bafejo tépido da aurora,
Abriu as asas e partiu cantando.

Estranhos climas, longes céus, cortando
Nuvens e nuvens, percorreu: e, agora
Que morre o sol, suspende o vôo, e chora,
E chora, a vida antiga recordando ...

E logo, o olhar volvendo compungido
Atrás, volta saudosa do carinho,
Do calor da primeira habitação...

Assim por largo tempo andei perdido:
— Ali! que alegria ver de novo o ninho,
Ver-te, e beijar-te a pequenina mão!

XXXII Como quisesse livre ser, deixando As paragens natais, espaço em fora, A ave, ao bafejo tépido da aurora, Abriu as asas e partiu cantando. Estranhos climas, longes céus, cor...

— Olavo Bilac

Como quisesse livre ser

XXXII Como quisesse livre ser, deixando As paragens natais, espaço em fora, A ave, ao bafejo tépido da aurora, Abriu as asas e partiu cantando. Estranhos climas, longes céus, cortando Nuvens e nuvens, percorreu: e, agora Que morre o sol, suspende o vôo, e chora, E chora, a vida antiga recordando ... E logo, o olhar volvendo compungido Atrás, volta saudosa do carinho, Do calor da primeira habitação... Assim por largo tempo andei perdido: — Ali! que alegria ver de novo o ninho, Ver-te, e beijar-te a pequenina mão!
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Olavo Bilac
74 posts
Olavo Brás Martin...
"Como quisesse livre ser" é um poema de Olavo Bilac que retrata a jornada de uma ave em busca da liberdade. A ave deixa para trás seu lar e parte cantando, explorando novos lugares e céus distantes. No entanto, ao entardecer, ela se lembra da vida que dei

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