Uma imagem com a seguinte frase O ritmo antigo que há em pés descalços,

Esse ritmo das ninfas repetido,

Quando sob o arvoredo

Batem o som da dança,

Vós na alva praia relembrai, fazendo,

Que escura a espuma deixa; vós, infantes,

Que inda não tendes cura

De ter cura, reponde

Ruidosa a roda, enquanto arqueia Apolo,

Como um ramo alto, a curva azul que doura,

E a perene maré

Flui, enchente ou vazante.

O ritmo antigo que há em pés descalços, Esse ritmo das ninfas repetido, Quando sob o arvoredo Batem o som da dança, Vós na alva praia relembrai, fazendo, Que escura a espuma d...

— Ricardo Reis

VI - O ritmo antigo que há em pés descalços, [1]

O ritmo antigo que há em pés descalços, Esse ritmo das ninfas repetido, Quando sob o arvoredo Batem o som da dança, Vós na alva praia relembrai, fazendo, Que escura a espuma deixa; vós, infantes, Que inda não tendes cura De ter cura, reponde Ruidosa a roda, enquanto arqueia Apolo, Como um ramo alto, a curva azul que doura, E a perene maré Flui, enchente ou vazante.
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Ricardo Reis
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Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis evoca o ritmo antigo que existe nos pés descalços, especialmente quando as ninfas dançam sob a sombra das árvores. O poeta pede aos leitores que recordem esse ritmo enquanto observam a espuma escura deixada na praia. Ele também

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