Uma imagem com a seguinte frase A doce tarde morre. E tão mansa

Ela esmorece,

Tão lentamente no céu de prece,

Que assim parece, toda repouso,

Como um suspiro de extinto gozo

De uma profunda, longa esperança

Que, enfim cumprida, morre, descansa...


E enquanto a mansa tarde agoniza,

Por entre a névoa fria do mar

Toda a minh'alma foge na brisa:

Tenho vontade de me matar!


Oh, ter vontade de se matar...

Bem sei é cousa que não se diz.

Que mais a vida me pode dar?

Sou tão feliz!


— Vem, noite mansa...

A doce tarde morre. E tão mansa Ela esmorece, Tão lentamente no céu de prece, Que assim parece, toda repouso, Como um suspiro de extinto gozo De uma profunda, longa esperança...

— Manuel Bandeira

Felicidade

A doce tarde morre. E tão mansa Ela esmorece, Tão lentamente no céu de prece, Que assim parece, toda repouso, Como um suspiro de extinto gozo De uma profunda, longa esperança Que, enfim cumprida, morre, descansa... E enquanto a mansa tarde agoniza, Por entre a névoa fria do mar Toda a minh'alma foge na brisa: Tenho vontade de me matar! Oh, ter vontade de se matar... Bem sei é cousa que não se diz. Que mais a vida me pode dar? Sou tão feliz! — Vem, noite mansa...
Mil-Frases Mil-Frases · há 2 anos
0 Curtida
0 Comentário
0 Partilhas

Comentário

Seja o primeiro a comentar.
Manuel Bandeira
439 posts
A poesia de Bande...
"Felicidade" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a melancolia e a busca pela paz interior. A tarde suave e tranquila se despede lentamente, como um suspiro de um desejo realizado que finalmente encontra descanso. Enquanto a tarde agoniza, a alma do

Poemas relacionados