Uma imagem com a seguinte frase A Praça da Figueira de manhã,
Quando o dia é de sol (como acontece
Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece,
Embora seja uma memória vã.

Há tanta coisa mais interessante
Que aquele lugar lógico e plebeu!
Mas amo aquilo, mesmo assim... Sei eu
Porque o amo? Não importa nada... Adiante!

Isto de sensações só vale a pena
Se a gente se não põe a olhar para elas.
Nenhuma delas em mim é serena...

De resto, nada em mim é certo e está
De acordo consigo próprio... As horas belas
São as dos outros, ou as que não há.

Londres (uns cinco meses antes do Opiário) Outubro 1913

A Praça da Figueira de manhã, Quando o dia é de sol (como acontece Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece, Embora seja uma memória vã. Há tanta coisa mais interessante Que aquele...

— Álvaro de Campos

II - A Praça da Figueira de manhã,

A Praça da Figueira de manhã, Quando o dia é de sol (como acontece Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece, Embora seja uma memória vã. Há tanta coisa mais interessante Que aquele lugar lógico e plebeu! Mas amo aquilo, mesmo assim... Sei eu Porque o amo? Não importa nada... Adiante! Isto de sensações só vale a pena Se a gente se não põe a olhar para elas. Nenhuma delas em mim é serena... De resto, nada em mim é certo e está De acordo consigo próprio... As horas belas São as dos outros, ou as que não há. Londres (uns cinco meses antes do Opiário) Outubro 1913
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Álvaro de Campos
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O Poeta Álvaro de...
Este poema de Álvaro de Campos retrata a Praça da Figueira de manhã, sob o sol de Lisboa. Apesar de haver coisas mais interessantes, o eu lírico ama esse lugar, sem saber exatamente porquê. As sensações não são serenas e nada nele é certo ou está de acord

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