Uma imagem com a seguinte frase No pátio a noite é sem silêncio.

E que é a noite sem o silêncio?

A noite é sem silêncio e no entanto onde os sinos

Do meu Natal sem sinos?


Ah meninos sinos

De quando eu menino!


Sinos da Boa Vista e de Santo Antônio.

Sinos do Poço, do Monteiro e da igrejinha de Boa Viagem.


Outros sinos

Sinos

Quantos sinos!


No noturno pátio

Sem silêncio, ó sinos

De quando eu menino.

Bimbalhai meninos,

Pelos sinos (sinos

Que não ouço), os sinos de

Santa Luzia.


Rio, 1952

No pátio a noite é sem silêncio. E que é a noite sem o silêncio? A noite é sem silêncio e no entanto onde os sinos Do meu Natal sem sinos? Ah meninos sinos De quando eu menin...

— Manuel Bandeira

Natal Sem Sinos

No pátio a noite é sem silêncio. E que é a noite sem o silêncio? A noite é sem silêncio e no entanto onde os sinos Do meu Natal sem sinos? Ah meninos sinos De quando eu menino! Sinos da Boa Vista e de Santo Antônio. Sinos do Poço, do Monteiro e da igrejinha de Boa Viagem. Outros sinos Sinos Quantos sinos! No noturno pátio Sem silêncio, ó sinos De quando eu menino. Bimbalhai meninos, Pelos sinos (sinos Que não ouço), os sinos de Santa Luzia. Rio, 1952
Mil-Frases Mil-Frases · há 2 anos
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Manuel Bandeira
439 posts
A poesia de Bande...
"Natal Sem Sinos" é um poema nostálgico de Manuel Bandeira que evoca a ausência dos sinos de Natal. O poeta lamenta a falta do som dos sinos que costumava ouvir na sua infância, mencionando os sinos de várias igrejas e bairros. Através da imagem dos sinos

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