Poema
Uma imagem com a seguinte frase O violoncelista estava a meio do Concerto de Schumann

Subitamente o coronel ficou transportado e começou a gritar: — Je vois des anges! Je vois des anges! — E deixou-se escorregar sentado pela escada abaixo.

O telefone tilintou.

Alguém chamava?... Alguém pedia socorro?...


Mas do outro lado não vinha senão o rumor de um pranto desesperado!...

(Eram três horas.

Todas as agências postais estavam fechadas.

Dentro da noite a voz do coronel continuava gritando: — Je vois des anges! Je vois de anges!)

O violoncelista estava a meio do Concerto de Schumann Subitamente o coronel ficou transportado e começou a gritar: — Je vois des anges! Je vois des anges! — E deixou-se escorregar...

— Manuel Bandeira

Noturno da Parada Amorim

O violoncelista estava a meio do Concerto de Schumann Subitamente o coronel ficou transportado e começou a gritar: — Je vois des anges! Je vois des anges! — E deixou-se escorregar sentado pela escada abaixo. O telefone tilintou. Alguém chamava?... Alguém pedia socorro?... Mas do outro lado não vinha senão o rumor de um pranto desesperado!... (Eram três horas. Todas as agências postais estavam fechadas. Dentro da noite a voz do coronel continuava gritando: — Je vois des anges! Je vois de anges!)
Mil-Frases Mil-Frases · há 2 anos
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"Noturno da Parada Amorim" é um poema de Manuel Bandeira que retrata uma cena inusitada durante um concerto de Schumann. O coronel, de repente, é tomado por uma visão e começa a gritar sobre anjos, escorregando pela escada abaixo. Enquanto isso, o telefon

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