Uma imagem com a seguinte frase ODE MARCIAL

Clarins na noite,
Clarins na noite,
Clarins subitamente distintos na noite...

(É de cavalgada, de cavalgada, de cavalgada o ruído longínquo?)

O que é [que] estremece de diverso pela erva e nas almas?
O que é que se vai alterar e já lá longe se altera —
Na distância, no futuro, na angústia — não se sabe onde — ?

Clarins na noite,
Clarins... na noite,
Clari-i-i-i-ins.....

É de cavalgada,
É de cavalgada, de cavalgada,
É de cavalgada, de cavalgada, de cavalgada
O ruído, ruído, ruído agora já nítido.

Vejo-as no coração e no horror que há em mim:
Valquírias, bruxas, amazonas do assombro...
São um grande sonho — mistério de sombras pegadas que mexe na noite.
Vêm em cavalgada, e a terra estremece duas vezes,
E o coração como a terra estremece duas vezes também.

Vêm do fundo do mundo,
Vêm do abismo das coisas,
Vêm de onde partem as leis que governam tudo;
Vêm de onde a injustiça derrama-se sobre os seres,
Vêm de onde se vê que é inútil amar e querer,
E só a guerra e o mal são o dentro e fora do mundo.

Hela-hô-hôôô...helahô-hôôôôô.......

ODE MARCIAL Clarins na noite, Clarins na noite, Clarins subitamente distintos na noite... (É de cavalgada, de cavalgada, de cavalgada o ruído longínquo?) O que é [que] estremece...

— Álvaro de Campos

ODE MARCIAL [a]

ODE MARCIAL Clarins na noite, Clarins na noite, Clarins subitamente distintos na noite... (É de cavalgada, de cavalgada, de cavalgada o ruído longínquo?) O que é [que] estremece de diverso pela erva e nas almas? O que é que se vai alterar e já lá longe se altera — Na distância, no futuro, na angústia — não se sabe onde — ? Clarins na noite, Clarins... na noite, Clari-i-i-i-ins..... É de cavalgada, É de cavalgada, de cavalgada, É de cavalgada, de cavalgada, de cavalgada O ruído, ruído, ruído agora já nítido. Vejo-as no coração e no horror que há em mim: Valquírias, bruxas, amazonas do assombro... São um grande sonho — mistério de sombras pegadas que mexe na noite. Vêm em cavalgada, e a terra estremece duas vezes, E o coração como a terra estremece duas vezes também. Vêm do fundo do mundo, Vêm do abismo das coisas, Vêm de onde partem as leis que governam tudo; Vêm de onde a injustiça derrama-se sobre os seres, Vêm de onde se vê que é inútil amar e querer, E só a guerra e o mal são o dentro e fora do mundo. Hela-hô-hôôô...helahô-hôôôôô.......
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Álvaro de Campos
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O Poeta Álvaro de...
Este poema de Álvaro de Campos, intitulado "Ode Marcial [a]", é uma poderosa expressão de força e intensidade. O poeta descreve o som dos clarins na noite, evocando a imagem de uma cavalgada distante. Há uma sensação de alteração iminente, de algo que se

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