Uma imagem com a seguinte frase Perdi a esperança como   uma carteira vazia...
Troçou de mim o Destino; fiz figas para o outro lado,
E a revolta bem podia ser bordada a missanga por minha avó
E ser relíquia da sala da casa velha que não tenho.

(Jantávamos cedo, num outrora que já me parece de outra incarnação,
E depois tomava-se chá nas noites sossegadas que não voltam.
Minha infância, meu passado sem adolescência, passaram  <sub>,</sub>

Fiquei triste, como se a verdade me tivesse sido dita,
Mas nunca mais pude sentir verdade nenhuma excepto sentir o passado)

Perdi a esperança como uma carteira vazia... Troçou de mim o Destino; fiz figas para o outro lado, E a revolta bem podia ser bordada a missanga por minha avó E ser relíquia da sa...

— Álvaro de Campos

Perdi a esperança como uma carteira vazia...

Perdi a esperança como uma carteira vazia... Troçou de mim o Destino; fiz figas para o outro lado, E a revolta bem podia ser bordada a missanga por minha avó E ser relíquia da sala da casa velha que não tenho. (Jantávamos cedo, num outrora que já me parece de outra incarnação, E depois tomava-se chá nas noites sossegadas que não voltam. Minha infância, meu passado sem adolescência, passaram <sub>,</sub> Fiquei triste, como se a verdade me tivesse sido dita, Mas nunca mais pude sentir verdade nenhuma excepto sentir o passado)
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Álvaro de Campos
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O Poeta Álvaro de...
Este poema de Álvaro de Campos retrata a perda da esperança como uma carteira vazia. O poeta expressa a sua revolta e tristeza diante do destino que zombou dele. A nostalgia do passado e a sensação de ter perdido a capacidade de sentir a verdade são temas

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