Uma imagem com a seguinte frase Súbdito inútil de astros dominantes,

Passageiros como eu, vivo uma vida

Que não quero nem amo,

Minha porque sou ela,


No ergástulo de ser quem sou, contudo,

De em mim pensar me livro, olhando no alto

Os astros que dominam

Submissos de os ver brilhar.


Vastidão vã que finge de infinito

(Como se o infinito se pudesse ver!) –

Dá-me ela a liberdade?

Como, se ela a não tem?



19/11/1933

Súbdito inútil de astros dominantes, Passageiros como eu, vivo uma vida Que não quero nem amo, Minha porque sou ela, No ergástulo de ser quem sou, contudo, De em mim pensar m...

— Ricardo Reis

Súbdito inútil de astros dominantes,

Súbdito inútil de astros dominantes, Passageiros como eu, vivo uma vida Que não quero nem amo, Minha porque sou ela, No ergástulo de ser quem sou, contudo, De em mim pensar me livro, olhando no alto Os astros que dominam Submissos de os ver brilhar. Vastidão vã que finge de infinito (Como se o infinito se pudesse ver!) – Dá-me ela a liberdade? Como, se ela a não tem? 19/11/1933
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
0 Curtida
0 Comentário
0 Partilhas

Comentário

Seja o primeiro a comentar.
Ricardo Reis
501 posts
Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis retrata a sensação de ser um submisso inútil diante dos astros dominantes. O eu lírico vive uma vida que não quer nem ama, mas que é sua por ser ele mesmo. Apesar de estar aprisionado em sua própria existência, consegue se liber

Poemas relacionados