Uma imagem com a seguinte frase Do seu fastígio azul, serena e fria,
Desce a noite outonal, augusta e bela;
Vésper fulgura além... Vésper! Só ela
Todo o céu, doce e pálida, alumia.

De um mosteiro na cúpula irradia
Com frouxa luz... Em sua humilde cela,
Contemplativa e lânguida à janela,
Triste freira, fitando-a, se extasia...

Vésper, envolta em deslumbrante alvura,
Ó nuvens, que ides pelo espaço afora!
A quem tão longo olhar volve da altura?

Que olhar, irmão do seu, procura agora
Na terra o astro do amor? O olhar procura
Da solitária freira que o namora.

Publicado no livro Aleluias (1891).

Do seu fastígio azul, serena e fria, Desce a noite outonal, augusta e bela; Vésper fulgura além... Vésper! Só ela Todo o céu, doce e pálida, alumia. De um mosteiro na cúpula irrad...

— Raimundo Correia

Vésper

Do seu fastígio azul, serena e fria, Desce a noite outonal, augusta e bela; Vésper fulgura além... Vésper! Só ela Todo o céu, doce e pálida, alumia. De um mosteiro na cúpula irradia Com frouxa luz... Em sua humilde cela, Contemplativa e lânguida à janela, Triste freira, fitando-a, se extasia... Vésper, envolta em deslumbrante alvura, Ó nuvens, que ides pelo espaço afora! A quem tão longo olhar volve da altura? Que olhar, irmão do seu, procura agora Na terra o astro do amor? O olhar procura Da solitária freira que o namora. Publicado no livro Aleluias (1891).
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Raimundo Correia
29 posts
Raimundo da Mota ...
"Vésper" é um poema de Raimundo Correia que descreve a chegada da noite outonal de forma serena e bela. A Vésper, personificada como uma freira contemplativa, ilumina o céu com sua luz suave e pálida. O poema evoca uma atmosfera de tranquilidade e encanta

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