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Poemas sobre Despedidas

Poesia que lida com o sentimento de despedida, a dor da separação e as lembranças que permanecem.
Poemas sobre Despedidas

Por um lado te vejo como um seio murcho Pelo outro como um ventre de cujo umbigo pende ainda o cordão placentário És vermelha como o amor divino Dentro de ti em pequenas pevides Palpita a vida p...

Manuel Bandeira

Mandaste a sombra de um beijo Na brancura de um papel: Tremi de susto e desejo, Beijei chorando o papel....

Manuel Bandeira

Não te doas do meu silêncio: Estou cansado de todas as palavras. Não sabes que te amo? Pousa a mão na minha...

Manuel Bandeira

Estou triste estou triste Estou desinfeliz Ó maninha Ó maninha Ó maninha te ofereço Com muita vergonha U...

Manuel Bandeira

Dorme, meu filhinho, Dorme sossegado. Dorme, que a teu lado Cantarei baixinho. O dia não tarda... Vai ama...

Manuel Bandeira

O córrego é o mesmo. Mesma, aquela árvore, A casa, o jardim. Meus passos a esmo (Os passos e o espírito)...

Manuel Bandeira

Trago n'alma a devoção Da mais pura claridade. Clara d'Ellébeuse? Não! Clara, mas Clara de Andrade.

Manuel Bandeira

O sentimento do mundo É amargo, ó meu poeta irmão! Se eu me chamasse Raimundo!... Não, não era solução. Pa...

Manuel Bandeira

Mais te amo, ó poesia, quando A realidade transcendes Em pânico, desvairando Na voz de um Murilo Mendes.

Manuel Bandeira

Ver-te e amar-te, Vera Marta, Obra foi de um só momento. Nada mais ponho na carta: Não é preciso, nem tento...

Manuel Bandeira

Não me tocou levemente: Tocou-me fundo, Celina, a tua poesia, Que me tornou para sempre Seu cúmplice.

Manuel Bandeira

Teu nome, voz das sereias, Teu nome, o meu pensamento, Escrevi-o nas areias, Na água — escrevi-o no vento....

Manuel Bandeira

Amigo houve aqui que excomungo: — Amigo de cacaracá. Tu, tão querida do malungo, Entra, Eneida, neste mafuá...

Manuel Bandeira

Quisera poder molhar A minha pena no orvalho Para num verso imitar À aurora que ouço cantar Nos olhos de I...

Manuel Bandeira

No Hotel D. Pedro Há uma janela Onde verás A planta bela, Penhor amável De afeto antigo, Mandada ao poet...

Manuel Bandeira

Poeta do Forrobodó Se és pacífico não sei, Mas que és vital jurarei, Ó satírico sem dó, Sem dono, sem lei...

Manuel Bandeira

Estes não são de gaveta. Estes são do Maranhão. Não do Maranhão Estado, Mas do Maranhão poeta — Raul Maran...

Manuel Bandeira

Trôpego, reumático, surdo, Eu, poeta oficial da família, Junto as últimas forças e urdo Em mansa, amorosa v...

Manuel Bandeira

A Murilo e Saudade Que a Murilo e Saudade vás Levar, cartão, num grande abraço, Meus votos de saúde e paz....

Manuel Bandeira

Helena Maria: O preto no branco, No branco a poesia, No preto esse arranco "Da alma forte e pura Em sua t...

Manuel Bandeira

Não permita Deus que eu morra Sem que ainda vote em você; Sem que, Rosa amigo, toda Quinta-feira que Deus d...

Manuel Bandeira

Sonhei ter sonhado Que havia sonhado. Em sonho lembrei-me De um sonho passado: O de ter sonhado Que esta...

Manuel Bandeira

Fui procurar-te à última morada, Não te encontrei. Apenas encontrei Lousas brancas e pássaros cantando... T...

Manuel Bandeira
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