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Poemas sobre Despedidas

Poesia que lida com o sentimento de despedida, a dor da separação e as lembranças que permanecem.
Poemas sobre Despedidas

A vez primeira que te vi, Era eu menino e tu menina. Sorrias tanto... Havia em ti Graça de instinto, airosa e fina. Eras pequena, eras franzina... A ver-te, a rir numa gavota, Meu coração entri...

Manuel Bandeira

Chora de manso e no íntimo... Procura Curtir sem queixa o mal que te crucia: O mundo é sem piedade e até rir...

Manuel Bandeira

Fim de tarde. No céu plúmbleo A Lua baça Paira Muito cosmograficamente Satélite. Desmetaforizada, Desm...

Manuel Bandeira

A tarde agoniza Ao santo acalanto Da noturna brisa. E eu, que também morro, Morro sem consolo, Se não ven...

Manuel Bandeira

Anunciaram que você morreu. Meus olhos, meus ouvidos testemunham: A alma profunda, não. Por isso não sinto...

Manuel Bandeira

O crepúsculo cai, manso como uma bênção. Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito... As grandes mãos d...

Manuel Bandeira

Alô cotovia! Aonde voaste, Por onde andaste, Que tantas saudades me deixaste? — Andei onde deu o vento....

Manuel Bandeira

Minha grande ternura Pelos passarinhos mortos, Pelas pequeninas aranhas. Minha grande ternura Pelas mulhe...

Manuel Bandeira

A sombra imensa, a noite infinita enche o vale... E lá no fundo vem a voz Humilde e lamentosa Dos pássaros...

Manuel Bandeira

Sou bem-nascido. Menino, Fui, como os demais, feliz. Depois, veio o mau destino E fez de mim o que quis....

Manuel Bandeira

É noite. A Lua, ardente e terna, Verte na solidão sombria À sua imensa, a sua eterna Melancolia... Dormem...

Manuel Bandeira

Parada do Lucas — O trem não parou. Ah, se o trem parasse Minha alma incendida Pediria à Noite Dois seio...

Manuel Bandeira

A chuva cai. O ar fica mole... Indistinto... ambarino... gris... E no monótono matiz Da névoa enovelada bol...

Manuel Bandeira

Quando n'alma pesar de tua raça A névoa da apagada e vil tristeza, Busque ela sempre a glória que não passa,...

Manuel Bandeira

Tu não estás comigo em momentos escassos: No pensamento meu, amor, tu vives nua — Toda nua, pudica e bela, n...

Manuel Bandeira

Tu que penaste tanto e em cujo canto Há a ingenuidade santa do menino; Que amaste os choupos, o dobrar do si...

Manuel Bandeira

Quem te chamara prima Arruinaria em mim o conceito De teogonias velhíssimas Todavia viscerais Naquele inv...

Manuel Bandeira

Na sala obscura, onde branqueja A mancha ebúrnea do teclado, Morre e revive, expira, arqueja O estribilho d...

Manuel Bandeira

Muda e sem trégua Galopa a névoa, galopa a névoa. Minha janela desmantelada Dá para o vale do desalento....

Manuel Bandeira

Os poucos versos que aí vão, Em lugar de outros é que os ponho. Tu que me lês, deixo ao teu sonho Imaginar...

Manuel Bandeira

Aqui, sob esta pedra, onde o orvalho roreja, Repousa, embalsamado em óleos vegetais, O alvo corpo de quem, c...

Manuel Bandeira

Se não a vejo e o espírito a afigura, Cresce este meu desejo de hora em hora... Cuido dizer-lhe o amor que m...

Manuel Bandeira

Que é de ti, melancolia?... Onde estais, cuidados meus?... Sabei que a minha alegria É toda vinda de Deus.....

Manuel Bandeira
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