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Poemas tristes

Colecção de poemas que retratam ou descrevem melâncolia. Os poemas melâncolicos são aqueles que expressam tristeza, saudade, solidão ou outras emoções negativas. Eles podem tratar de assuntos como o amor perdido, a morte, a mudança ou a incerteza. Os poemas melâncolicos geralmente têm um tom mais sombrio e introspectivo, e podem ser escritos de muitas maneiras diferentes, incluindo verso livre, rima ou formas tradicionais. A melancolia pode ser uma emoção difícil de expressar, mas os poemas melâncolicos nos permitem encontrar as palavras e as imagens que precisamos para expressar o que sentimos. Eles também nos ajudam a entender e a processar essas emoções de maneira mais profunda, e podem nos ajudar a encontrar consolo e significado em momentos de tristeza ou dificuldade.
Poemas tristes

Je veux changer mes pensées en oiseaux. C. MAROT Olha como, cortando os leves ares, Passam do vale ao monte as andorinhas; Vão pousar na verdura dos palmares, Que, à tarde, cobre transparente vé...

Joaquim Maria Machado de Assis

O mundo é velha cena ensanguentada, Coberta de remendos, picaresca; A vida é chula farsa assobiada, Ou selv...

Cesário Verde

És como um lírio alvo e franzino, Nascido ao pôr do sol, à beira d'água, Numa paisagem erma onde cantava um...

Manuel Bandeira

Olho a praia. A treva é densa. Ulula o mar, que não vejo, Naquela voz sem consolo, Naquela tristeza imensa...

Manuel Bandeira

Jaime Ovalle, poeta, homem triste, Faz treze anos que tu partiste Para Londres imensa e triste. las triste:...

Manuel Bandeira

Estou triste estou triste Estou desinfeliz Ó maninha Ó maninha Ó maninha te ofereço Com muita vergonha U...

Manuel Bandeira

O sentimento do mundo É amargo, ó meu poeta irmão! Se eu me chamasse Raimundo!... Não, não era solução. Pa...

Manuel Bandeira

Não me tocou levemente: Tocou-me fundo, Celina, a tua poesia, Que me tornou para sempre Seu cúmplice.

Manuel Bandeira

Provinciano que nunca soube Escolher bem uma gravata; Pernambucano a quem repugna A faca do pernambucano;...

Manuel Bandeira

Na sala obscura, onde branqueja A mancha ebúrnea do teclado, Morre e revive, expira, arqueja O estribilho d...

Manuel Bandeira

Nesta quebrada de montanha, donde o mar Parece manso como em recôncavo de angra, Tudo o que há de infantil d...

Manuel Bandeira

Cecília, és libérrima e exata Como a concha. Mas a concha é excessiva matéria, E a matéria mata. Cecília,...

Manuel Bandeira

Espanha no coração: No coração de Neruda, No vosso e em meu coração. Espanha da liberdade, Não a Espanha d...

Manuel Bandeira

De Colombina o infantil borzeguim Pierrot aperta a chorar de saudade. O sonho passou. Traz magoado o rim, M...

Manuel Bandeira

Amei Antônia de maneira insensata. Antônia morava numa casa que para mim não era casa, era um empíreo. Mas os...

Manuel Bandeira

Settembre. Andiamo. E tempo di migrare. A rainha, em São paulo, chama-me. É agora Maria Cacilda Stuart E fa...

Manuel Bandeira

A vida Não vale a pena e a dor de ser vivida. Os corpos se entendem mas as almas não. A única coisa a fazer...

Manuel Bandeira

"Ó Poesia! Ó mãe moribunda" Assim clamou Banville um dia Na Europa, terra sem segunda Da grande, da nobre p...

Manuel Bandeira

O meu quarto de dormir a cavaleiro da entrada da barra. Entram por ele dentro Os ares oceânicos, Maresias a...

Manuel Bandeira

Nos teus poemas de cadências bíblicas Recolheste o som das coisas mais efêmeras: O vento que enternece as pr...

Manuel Bandeira

Escuta o gazal que fiz, Darling, em louvor de Hafiz: — Poeta de Chiraz, teu verso Tuas mágoas e as minhas...

Manuel Bandeira

Como tenho pensado em ti na solidão das noites úmidas, De névoa úmida, Na areia úmida! Eu te sabia assim ta...

Manuel Bandeira

Mar que ouvi sempre cantar murmúrios Na doce queixa das elegias, Como se fosses, nas tardes frias De tons p...

Manuel Bandeira
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