Uma imagem com a seguinte frase Na sala obscura, onde branqueja

A mancha ebúrnea do teclado,

Morre e revive, expira, arqueja

O estribilho desesperado.


Um Pierrot de vestes de seda

Negra, ele próprio toca e canta.

O timbre múrmuro segreda

Uma dor que sobe à garganta.


E uma tristeza de tal sorte

Vem nessa pobre voz humana,

Que se pensa em fugir na morte

À miséria cotidiana.


Como a voz, também a mão geme.

E na parede se debruça

A sombra pálida, que treme,

De uma garganta que soluça...

Na sala obscura, onde branqueja A mancha ebúrnea do teclado, Morre e revive, expira, arqueja O estribilho desesperado. Um Pierrot de vestes de seda Negra, ele próprio toca e...

— Manuel Bandeira

A Silhueta

Na sala obscura, onde branqueja A mancha ebúrnea do teclado, Morre e revive, expira, arqueja O estribilho desesperado. Um Pierrot de vestes de seda Negra, ele próprio toca e canta. O timbre múrmuro segreda Uma dor que sobe à garganta. E uma tristeza de tal sorte Vem nessa pobre voz humana, Que se pensa em fugir na morte À miséria cotidiana. Como a voz, também a mão geme. E na parede se debruça A sombra pálida, que treme, De uma garganta que soluça...
Mil-Frases Mil-Frases · há 2 anos
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"A Silhueta" é um poema melancólico e introspectivo de Manuel Bandeira. O poema retrata uma cena em uma sala escura, onde um Pierrot toca e canta uma música desesperada. A voz e a mão do Pierrot expressam uma tristeza profunda, que se assemelha à miséria

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