Uma imagem com a seguinte frase Eurico Alves, poeta baiano,

Salpicado de orvalho, leite cru e tenro cocô de cabrito,

Sinto muito, mas não posso ir a Feira de Sant'Ana.


Sou poeta da cidade.

Meus pulmões viraram máquinas inumanas e aprenderam a respirar O gás carbônico das salas de cinema.

Como o pão que o diabo amassou.

Bebo leite de lata.

Falo com A., que é ladrão.

Aperto a mão de B., que é assassino.

Há anos que não vejo romper o sol, que não lavo os olhos nas cores das madrugadas.

Eurico Alves, poeta baiano,

Não sou mais digno de respirar o ar puro dos currais da roça.

Eurico Alves, poeta baiano, Salpicado de orvalho, leite cru e tenro cocô de cabrito, Sinto muito, mas não posso ir a Feira de Sant'Ana. Sou poeta da cidade. Meus pulmões virar...

— Manuel Bandeira

Escusa

Eurico Alves, poeta baiano, Salpicado de orvalho, leite cru e tenro cocô de cabrito, Sinto muito, mas não posso ir a Feira de Sant'Ana. Sou poeta da cidade. Meus pulmões viraram máquinas inumanas e aprenderam a respirar O gás carbônico das salas de cinema. Como o pão que o diabo amassou. Bebo leite de lata. Falo com A., que é ladrão. Aperto a mão de B., que é assassino. Há anos que não vejo romper o sol, que não lavo os olhos nas cores das madrugadas. Eurico Alves, poeta baiano, Não sou mais digno de respirar o ar puro dos currais da roça.
Mil-Frases Mil-Frases · há 2 anos
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"Escusa" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a vida de um poeta urbano, Eurico Alves, que se sente distante da natureza e das tradições rurais. O poeta expressa sua impossibilidade de participar da Feira de Sant"Ana, evento típico da roça, devido à

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