Uma imagem com a seguinte frase Louvo o Padre, louvo o Filho

E louvo o Espírito Santo.

Idem louvo, exalto e canto

O prosador, grande filho

Do Norte, e que no deserto

Do romance nacional,

Ergueu, escorreito e diserto,

Seu mundo, — um mundo imortal.


Além, muito além da serra

Que lá azula no horizonte,

Inventou a donzela insonte,

Símbolo da nossa terra,

E escreveu o que é mais poema

Que romance, e poema menos

Que um mito, melhor que Vênus:

A doce, a meiga Iracema.


E o mito inda está tão jovem

Qual quando o criou Alencar.

Debalde sobre ele chovem

Os anos, sem o alterar.

Nem uma ruga no canto

Dos olhos de moço brilho!

Louvo o Padre, louvo o Filho

E louvo o Espírito Santo.


Agosto, 1965

Louvo o Padre, louvo o Filho E louvo o Espírito Santo. Idem louvo, exalto e canto O prosador, grande filho Do Norte, e que no deserto Do romance nacional, Ergueu, escorreito...

— Manuel Bandeira

Louvado do Centenário de Iracema

Louvo o Padre, louvo o Filho E louvo o Espírito Santo. Idem louvo, exalto e canto O prosador, grande filho Do Norte, e que no deserto Do romance nacional, Ergueu, escorreito e diserto, Seu mundo, — um mundo imortal. Além, muito além da serra Que lá azula no horizonte, Inventou a donzela insonte, Símbolo da nossa terra, E escreveu o que é mais poema Que romance, e poema menos Que um mito, melhor que Vênus: A doce, a meiga Iracema. E o mito inda está tão jovem Qual quando o criou Alencar. Debalde sobre ele chovem Os anos, sem o alterar. Nem uma ruga no canto Dos olhos de moço brilho! Louvo o Padre, louvo o Filho E louvo o Espírito Santo. Agosto, 1965
Mil-Frases Mil-Frases · há 2 anos
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
Este poema de Manuel Bandeira, intitulado "Louvado do Centenário de Iracema", é uma homenagem ao escritor José de Alencar e à sua obra "Iracema". Bandeira exalta a importância do romance nacional e a criação do personagem de Iracema, símbolo da nossa terr

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