Poemas de Saudade
Na ampla sala de jantar das tias velhas O relógio tictaqueava o tempo mais devagar. Ah o horror da felicidade que se não conheceu Por se ter conhecido sem se conhecer, O horror do que foi porque o que...
Não quero as oferendas Com que fingis, sinceros, Dar-me os dons que me dais. Dais-me o que perderei, Chorando-...
Sofro, Lídia, do medo do destino. A leve pedra que um momento ergue As lisas rodas do meu carro, aterra Meu co...
Não quero as oferendas Com que fingis, sinceros, Dar-me os dons que me dais. Dais-me o que perderei, Chorando-...
Sofro, Lídia, do medo do destino. A leve pedra que um momento ergue As lisas rodas do meu carro, aterra Meu co...
Não quero as oferendas Com que fingis, sinceros, Dar-me os dons que me dais. Dais-me o que perderei, Chorando-...
Sofro, Lídia, do medo do destino. A leve pedra que um momento ergue As lisas rodas do meu carro, aterra Meu co...
Não quero as oferendas Com que fingis, sinceros, Dar-me os dons que me dais. Dais-me o que perderei, Chorando-...
Sofro, Lídia, do medo do destino. A leve pedra que um momento ergue As lisas rodas do meu carro, aterra Meu co...
Rasteja mole pelos campos ermos O vento sossegado. Mais parece tremer de um tremor próprio, Que do vento, o qu...
Cada dia sem gozo não foi teu (Dia em que não gozaste não foi teu): Foi só durares nele. Quanto vivas Sem que...
Seguro assento na coluna firme Dos versos em que fico. Aquele agudo interno movimento Por quem os fiz pensados...
<i>A. Caeiro</i> Jovem morreste, porque regressaste, Ó deus inconsciente, onde teus pares De após Cronos te e...
Pequeno é o espaço que de nós separa O que havemos de ser quando morrermos. Não conhecemos quem será o morto D...
Pobres de nós que perdemos quanto Sereno e forte nos dava a vida O único modo O único humano de a ter... Pobre...
Olho os campos, Neera Verdes campos, e sinto Como virá um dia Em que não mais os veja. Par de árvores cobre O...
Tu pedes-me um canto na lira de amores, Um canto singelo de meigo trovar?! Um canto fagueiro já — triste — não...
Foste o beijo melhor da minha vida, ou talvez o pior...Glória e tormento, contigo à luz subi do firmamento, co...
Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura...
Não és bom, nem és mau: és triste e humano... Vives ansiando, em maldições e preces, Como se, a arder, no cora...
A mocidade é como a primavera! A alma, cheia de flores resplandece, Crê no Bem, ama a vida, sonha e espera, E...
Olha estas velhas árvores, mais belas Do que as árvores moças, mais amigas, Tanto mais belas quanto mais antig...
XXXII Como quisesse livre ser, deixando As paragens natais, espaço em fora, A ave, ao bafejo tépido da aurora...