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Poemas sobre Despedidas

Poesia que lida com o sentimento de despedida, a dor da separação e as lembranças que permanecem.
Poemas sobre Despedidas

Não te afastes de mim, temendo a minha sanha E o meu veneno... Escuta a minha triste história: Aracne foi meu nome e na trama ilusória Das rendas florescia a minha graça estranha. Um dia desafiei...

Manuel Bandeira

A tarde cai, por demais Erma, úmida e silente... A chuva, em gotas glaciais, Chora monotonamente. E enqua...

Manuel Bandeira

Enfim te vejo. Enfim no teu Repousa o meu olhar cansado. Quanto o turvou e escureceu O pranto amargo que co...

Manuel Bandeira

Se fosse dor tudo na vida, Seria a morte o grande bem. Libertadora apetecida, A alma dir-lhe-ia, ansiosa: —...

Manuel Bandeira

Como da copa verde uma folha caída Treme e deriva à flor do arroio fugidio, Deixa-te assim também derivar pe...

Manuel Bandeira

Dentro da noite a vida canta E esgarça névoas ao luar... Fosco minguante o vale encanta. Morreu pecando alg...

Manuel Bandeira

Donzela, deixa tua aia, Tem pena de meu penar. Já das assomadas raia O clarão dilucular, E o meu olhar se...

Manuel Bandeira

Foi para vós que ontem colhi, senhora, Este ramo de flores que ora envio. Não no houvesse colhido e o vento...

Manuel Bandeira

Depois que a dor, depois que a desventura Caiu sobre o meu peito angustiado, Sempre te vi, solícita, a meu l...

Manuel Bandeira

Nesta quebrada de montanha, donde o mar Parece manso como em recôncavo de angra, Tudo o que há de infantil d...

Manuel Bandeira

Ingênuo enleio de surpresa, Sutil afago em meus sentidos, Foi para mim tua beleza, À tua voz nos meus ouvid...

Manuel Bandeira

Morre a tarde. Erra no ar a divina fragrância. Fora, a mortiça luz do crepúsculo arde. Nas árvores, no ocean...

Manuel Bandeira

Enquanto nesta atroz demora, Que me tortura, que me abrasa, Espero a cobiçada hora Em que irei ver-te à tua...

Manuel Bandeira

O crepúsculo cai, tão manso e benfazejo Que me adoça o pesar de estar em terra estranha. E enquanto o ângelu...

Manuel Bandeira

As estrelas tremem no ar frio, no céu frio... E no ar frio pinga, levíssima, a orvalhada. Nem mais um ruído...

Manuel Bandeira

O solitude! O pauvreté! Musset O céu parece de algodão. O dia morre. Choveu tanto! As minhas pálpebras es...

Manuel Bandeira

Quando cheguei, a tua casa sossegada, Tua casa colonial de telhas côncavas, Tinha o aspecto infeliz de casa...

Manuel Bandeira

Uma pesada, rude canseira Toma-me todo. Por mal de mim, Ela me é cara... De tal maneira, Que às vezes gosto...

Manuel Bandeira

Vinha caindo a tarde. Era um poente de agosto. A sombra já enoitava as moutas. A umidade Aveludava o musgo....

Manuel Bandeira

Penso em Natal. No teu Natal. Para a bondade A minh'alma se volta. Uma grande saudade Cresce em todo o meu s...

Manuel Bandeira

Buscou no amor o bálsamo da vida, Não encontrou senão veneno e morte. Levantou no deserto a roca-forte Do e...

Manuel Bandeira

Pousa na minha a tua mão, protonotária. O alexandrino, ainda que sem a cesura mediana, aborrece-me. Depois,...

Manuel Bandeira

Bateram à minha porta, Fui abrir, não vi ninguém. Seria a alma da morta? Não vi ninguém, mas alguém Entro...

Manuel Bandeira
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