Uma imagem com a seguinte frase Sofro, Lídia, do medo do destino.

Qualquer pequena cousa de onde pode

Brotar uma ordem nova em minha vida,

Lídia, me aterra.

Qualquer cousa, qual seja, que transforme

Meu plano curso de existência, embora

Para melhores cousas o transforme,

Por transformar

Odeio, e não o quero. Os deuses dessem

Que ininterrupta minha vida fosse

Uma planície sem relevos, indo

Até ao fim.

A glória embora eu nunca haurisse, ou nunca

Amor ou justa estima dessem-me outros,

Basta que a vida seja só a vida

E que eu a viva.

Sofro, Lídia, do medo do destino. Qualquer pequena cousa de onde pode Brotar uma ordem nova em minha vida, Lídia, me aterra. Qualquer cousa, qual seja, que transforme Meu plan...

— Ricardo Reis

Sofro, Lídia, do medo do destino. [1]

Sofro, Lídia, do medo do destino. Qualquer pequena cousa de onde pode Brotar uma ordem nova em minha vida, Lídia, me aterra. Qualquer cousa, qual seja, que transforme Meu plano curso de existência, embora Para melhores cousas o transforme, Por transformar Odeio, e não o quero. Os deuses dessem Que ininterrupta minha vida fosse Uma planície sem relevos, indo Até ao fim. A glória embora eu nunca haurisse, ou nunca Amor ou justa estima dessem-me outros, Basta que a vida seja só a vida E que eu a viva.
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Ricardo Reis
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Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis expressa o medo do destino e a aversão a qualquer mudança que possa ocorrer na vida do poeta. Ele deseja uma existência tranquila e estável, sem grandes emoções ou transformações.

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