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Poemas de Saudade

Seleção de poemas sobre o tema da saudade no mil-frases.com. Veja também <a href="/tag/poemas-sobre-sentimentos">poemas de sentimentos</a> Os poemas de saudade são aqueles que expressam a tristeza e a saudade que sentimos quando alguém ou algo é perdido. Eles podem tratar de assuntos como o amor perdido, a morte, a mudança ou a distância. Os poemas de saudade geralmente têm um tom mais melancólico e introspectivo, e podem ser escritos de muitas maneiras diferentes, incluindo verso livre, rima ou formas tradicionais. A saudade é uma emoção que todos nós experimentamos de alguma forma, e os poemas de saudade nos permitem encontrar as palavras e as imagens que precisamos para expressar o que sentimos. Eles também nos ajudam a entender e a processar essas emoções de maneira mais profunda, e podem nos ajudar a encontrar consolo e significado em momentos de tristeza ou dificuldade.
Poemas de Saudade

Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam o morto distraídos Estavam todos voltados para a vida Absortos na vida Confiantes na vida. Um n...

Manuel Bandeira

Amei Antônia de maneira insensata. Antônia morava numa casa que para mim não era casa, era um empíreo. Mas os...

Manuel Bandeira

Da América infeliz porção mais doente, Brasil, ao te deixar, entre a alvadia Crepuscular espuma, eu não sabi...

Manuel Bandeira

Quando olhada de face, era um abril. Quando olhada de lado, era um agosto. Duas mulheres numa: tinha o rosto...

Manuel Bandeira

Na calada Da alta noite, Quando a sombra é como a augusta Antecipação da morte, Grita o fauno: — "Bem que...

Manuel Bandeira

A Moussy Ao deitar-me para a dormida, Desejara maior repouso Do que adormecer, e não ouso Desejar o jazer...

Manuel Bandeira

O amor disse-me adeus, e eu disse: "Adeus, Amor! Tu fazes bem: a mocidade Quer a mocidade." Os meus amigos...

Manuel Bandeira

A vida Não vale a pena e a dor de ser vivida. Os corpos se entendem mas as almas não. A única coisa a fazer...

Manuel Bandeira

Um dia pensei um poema para Maísa "Maísa não é isso Maísa não é aquilo Como é então que Maísa me comove me...

Manuel Bandeira

Uns tomam éter, outros cocaína. Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria. Tenho todos os motivos menos um de...

Manuel Bandeira

Quando a morte cerrar meus olhos duros — Duros de tantos vãos padecimentos, Que pensarão teus peitos imaturo...

Manuel Bandeira

Escuta o gazal que fiz, Darling, em louvor de Hafiz: — Poeta de Chiraz, teu verso Tuas mágoas e as minhas...

Manuel Bandeira

A Academia anda triste, Triste, triste (para mim): É um jardim cheio de rosas, Mas um jardim sem jasmim....

Manuel Bandeira

Lágrimas, duas a duas, choraram dentro de mim, ao ler que o Prefeito Alvim mudou o nome de muitas ruas. N...

Manuel Bandeira

Triste flor de milonga ao abandono, Betsabé, Betsabé, que mal me fazes! Ontem, a coqueluche dos rapazes, E...

Manuel Bandeira

Como tenho pensado em ti na solidão das noites úmidas, De névoa úmida, Na areia úmida! Eu te sabia assim ta...

Manuel Bandeira

A doce tarde morre. E tão mansa Ela esmorece, Tão lentamente no céu de prece, Que assim parece, toda repous...

Manuel Bandeira

Mar que ouvi sempre cantar murmúrios Na doce queixa das elegias, Como se fosses, nas tardes frias De tons p...

Manuel Bandeira

Quando perderes o gosto humilde da tristeza, Quando, nas horas melancólicas do dia, Não ouvires mais os lábi...

Manuel Bandeira

Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova — O gesso muito branco, as linhas muito puras — Mal sugeria im...

Manuel Bandeira

Como em turvas águas de enchente, Me sinto a meio submergido Entre destroços do presente Dividido, subdivid...

Manuel Bandeira

Este fundo de hotel é um fim de mundo! Aqui é o silêncio que tem voz. O encanto Que deu nome a este morro, p...

Manuel Bandeira

O mundo é velha cena ensanguentada, Coberta de remendos, picaresca; A vida é chula farsa assobiada, Ou selv...

Cesário Verde
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