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Poemas sobre Despedidas

Poesia que lida com o sentimento de despedida, a dor da separação e as lembranças que permanecem.
Poemas sobre Despedidas

Vou lançar a teoria do poeta sórdido. Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. Vai um sujeito. Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na prime...

Manuel Bandeira

Corrida de ciclistas. Só me recordo de um bambual debruçado no rio. Três anos? Foi em Petrópolis. Procuro...

Manuel Bandeira

Não posso crer que se conceba Do amor senão o gozo físico! O meu amante morreu bêbado, E meu marido morreu...

Manuel Bandeira

Clama uma voz amiga: — “Aí tem o Ceará.” E eu, que nas ondas punha a vista deslumbrada, Olho a cidade. Ao so...

Manuel Bandeira

Quando na grave solidão do Atlântico Olhavas da amurada do navio O mar já luminoso e já sombrio, Lenau! teu...

Manuel Bandeira

Atrás de minha fronte esquálida, Que em insônias se mortifica, Brilha uma como chama pálida De pálida, páli...

Manuel Bandeira

Do que dissestes, alma fria, Já nada vos acode mais?... Éramos sós... Fora chovia... Quanta ternura em mim...

Manuel Bandeira

De Colombina o infantil borzeguim Pierrot aperta a chorar de saudade. O sonho passou. Traz magoado o rim, M...

Manuel Bandeira

Menipo, o zombeteiro, o Cínico vadio, la fazer, enfim, a última viagem. Mas ia sem temor, calmo, atento à pa...

Manuel Bandeira

Quando aquele que o beijo infiel traíra no Horto, Desfaleceu na cruz, das montanhas ao mar Gemeu, com grande...

Manuel Bandeira

Tudo o que existe em mim de grave e carinhoso Te digo aqui como se fosse ao teu ouvido... Só tu mesma ouvirá...

Manuel Bandeira

...wie ein stilles Nachtgebet. Lenau Molha em teu pranto de aurora as minhas mãos pálidas. Molha-as. Assim...

Manuel Bandeira

Eu estava contigo. Os nossos dominós eram negros, e negras eram as nossas máscaras. Íamos, por entre a turba,...

Manuel Bandeira

Entre a turba grosseira e fútil Um Pierrot doloroso passa. Veste-o uma túnica inconsútil Feita de sonho e d...

Manuel Bandeira

Eu quis um dia, como Schumann, compor Um carnaval todo subjetivo: Um carnaval em que o só motivo Fosse o me...

Manuel Bandeira

Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam o morto di...

Manuel Bandeira

Quando o poeta aparece, Sacha levanta os olhos claros, Onde a surpresa é o sol que vai nascer. O poeta a se...

Manuel Bandeira

Jacqueline morreu menina. Jacqueline morta era mais bonita do que os anjos. Os anjos!... Bem sei que não os...

Manuel Bandeira

Juiz de Fora! Juiz de Fora! Guardo entre as minhas recordações Mais amoráveis, mais repousantes Tuas manhãs...

Manuel Bandeira

Dorme, dorme, dorme... Quem te alisa a testa Não é Malatesta, Nem Pantagruel — O poeta enorme. Quem te al...

Manuel Bandeira

Seis meses passados sobre A angélica anunciação Do nascimento de João, Santo filho de Isabel, Baixou o arc...

Manuel Bandeira

— Juriti-pepena Tão perto do fim... — Grande é minha pena, Nem há outra assim! — Juriti-pepena, Qual é tu...

Manuel Bandeira

Estranha volta ao lar naquele dia! Tornava o filho pródigo à paterna Casa, e não via em nada a antiga e tern...

Manuel Bandeira
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