Poemas sobre Despedidas
Vou lançar a teoria do poeta sórdido. Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. Vai um sujeito. Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na prime...
Corrida de ciclistas. Só me recordo de um bambual debruçado no rio. Três anos? Foi em Petrópolis. Procuro...
Não posso crer que se conceba Do amor senão o gozo físico! O meu amante morreu bêbado, E meu marido morreu...
Clama uma voz amiga: — “Aí tem o Ceará.” E eu, que nas ondas punha a vista deslumbrada, Olho a cidade. Ao so...
Quando na grave solidão do Atlântico Olhavas da amurada do navio O mar já luminoso e já sombrio, Lenau! teu...
Atrás de minha fronte esquálida, Que em insônias se mortifica, Brilha uma como chama pálida De pálida, páli...
Do que dissestes, alma fria, Já nada vos acode mais?... Éramos sós... Fora chovia... Quanta ternura em mim...
De Colombina o infantil borzeguim Pierrot aperta a chorar de saudade. O sonho passou. Traz magoado o rim, M...
Menipo, o zombeteiro, o Cínico vadio, la fazer, enfim, a última viagem. Mas ia sem temor, calmo, atento à pa...
Quando aquele que o beijo infiel traíra no Horto, Desfaleceu na cruz, das montanhas ao mar Gemeu, com grande...
Tudo o que existe em mim de grave e carinhoso Te digo aqui como se fosse ao teu ouvido... Só tu mesma ouvirá...
...wie ein stilles Nachtgebet. Lenau Molha em teu pranto de aurora as minhas mãos pálidas. Molha-as. Assim...
Eu estava contigo. Os nossos dominós eram negros, e negras eram as nossas máscaras. Íamos, por entre a turba,...
Entre a turba grosseira e fútil Um Pierrot doloroso passa. Veste-o uma túnica inconsútil Feita de sonho e d...
Eu quis um dia, como Schumann, compor Um carnaval todo subjetivo: Um carnaval em que o só motivo Fosse o me...
Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam o morto di...
Quando o poeta aparece, Sacha levanta os olhos claros, Onde a surpresa é o sol que vai nascer. O poeta a se...
Jacqueline morreu menina. Jacqueline morta era mais bonita do que os anjos. Os anjos!... Bem sei que não os...
Juiz de Fora! Juiz de Fora! Guardo entre as minhas recordações Mais amoráveis, mais repousantes Tuas manhãs...
Dorme, dorme, dorme... Quem te alisa a testa Não é Malatesta, Nem Pantagruel — O poeta enorme. Quem te al...
Seis meses passados sobre A angélica anunciação Do nascimento de João, Santo filho de Isabel, Baixou o arc...
— Juriti-pepena Tão perto do fim... — Grande é minha pena, Nem há outra assim! — Juriti-pepena, Qual é tu...
Estranha volta ao lar naquele dia! Tornava o filho pródigo à paterna Casa, e não via em nada a antiga e tern...