Uma imagem com a seguinte frase Não batas palmas diante da beleza.

Não se sente a beleza demasiado.

A beleza não passa

É a sombra dos Deuses.


Mexa-se embora a nossa estéril vida,

Desdobre Éolo sobre nós seus sopros

(...)

(...)


As estátuas aos deuses representam

Porque as estátuas são calmas e eternas

Nem lhes fiam seu curto

E negro linho as Parcas.


Segundo frias leis Júpiter troa

Em certas noites aparece Diana

E as leis porque aparece

Dão-lhe a divina calma.


O que chamamos leis na acção dos Deuses

São apenas a calma que eles têm

Não de cima lhes vêm.

São a vida que querem.

Não batas palmas diante da beleza. Não se sente a beleza demasiado. A beleza não passa É a sombra dos Deuses. Mexa-se embora a nossa estéril vida, Desdobre Éolo sobre nós seu...

— Ricardo Reis

Não batas palmas diante da beleza.

Não batas palmas diante da beleza. Não se sente a beleza demasiado. A beleza não passa É a sombra dos Deuses. Mexa-se embora a nossa estéril vida, Desdobre Éolo sobre nós seus sopros (...) (...) As estátuas aos deuses representam Porque as estátuas são calmas e eternas Nem lhes fiam seu curto E negro linho as Parcas. Segundo frias leis Júpiter troa Em certas noites aparece Diana E as leis porque aparece Dão-lhe a divina calma. O que chamamos leis na acção dos Deuses São apenas a calma que eles têm Não de cima lhes vêm. São a vida que querem.
Mil-Frases Mil-Frases · há 3 anos
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Ricardo Reis
501 posts
Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis reflete sobre a natureza efêmera da beleza. O poeta nos adverte para não aplaudirmos diante da beleza, pois ela não é duradoura. A beleza é apenas a sombra dos deuses, algo passageiro. O poema também menciona a calma e a eternid

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